A recente demissão de Xabi Alonso do comando técnico do Real Madrid marca um capítulo significativo na história recente do clube. Apenas seis meses após sua contratação, a saída do treinador foi precedida por uma série de insatisfações que culminaram na derrota para o Barcelona na Supercopa da Espanha. A relação conturbada entre os jogadores e a comissão técnica, especialmente envolvendo Vinícius Júnior, teve um papel crucial na decisão de Florentino Pérez, que começa 2026 com uma reformulação nas suas estratégias.

Alonso, que chegou ao clube com a expectativa de revitalizar o time, viu sua passagem ser marcada por desentendimentos internos e um desempenho aquém do esperado frente a adversários diretos. A queda na semifinal da Supercopa episódio, em que a equipe jogou de maneira defensiva e não conseguiu impor seu estilo característico, foi um ponto de virada. A hierarquia do clube, sempre severa quando se trata de resultados, não hesitou em agir rápido, anunciando Álvaro Arbeloa como seu sucessor.

Álvaro Arbeloa, uma figura conhecida e respeitada pela torcida e pelos jogadores, assume um desafio enorme em um momento delicado para o Real Madrid. Como ex-jogador do clube e parte da formação da base, ele traz ao comando uma conexão instantânea com os atletas, além de um conhecimento profundo da filosofia madridista. Arbeloa terá a tarefa não apenas de restabelecer a confiança da torcida, mas também de implementar um estilo de jogo que promova a criatividade e a intensidade, aspectos que estiveram ausentes nos jogos mais recentes sob a direção de Alonso. A expectativa agora é por uma nova era no Bernabéu, onde os olhos estarão voltados para a tão desejada recuperação do prestígio da equipe.